domingo, 17 de novembro de 2013

Náufragos



De águas tão revoltas de teus olhos
Saídas vaporosas das vertentes
Não há no céu estrelas que freqüentes
Que evitem os perigos dos abrolhos...

Fragata que se escapa ao que recolho
Do náufrago que jaz à minha frente
E o resto que flutua impertinente
Inútil traz no bojo o seu ferrolho!

Encontra-se a loucura dos teus fados
Na pérola perdida ao preamar
E assim veloz no barco naufragado

Em liras a sereia a solfejar
No mesmo andar audaz encapelado
Teu brilho azteca assim se faz brilhar!


Francisco Settineri.

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