terça-feira, 12 de novembro de 2013

Pandora





Pela amarga terra o deus mandou Pandora

Atroz castigo ao que o fogo lhe roubara

Ornada de flores que Eros talhara

Mais do que bela ao claro olhar da aurora...



Tecidos de seda que a mão pouco aflora

Que tudo aprendeu do que Atena ensinara

Ao fraco o presente radiante foi cara

E o mal que livrou expandiu mundo afora!





Mas Zeus não julgou o castigo bastante

Correntes na pedra furioso o prendeu

E antes do herói o salvar ao instante



O voo da águia constante o rendeu:

Faminta paciência no brilho cortante

Do ventre que abrira ao titã Prometeu!


Francisco Settineri.

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