domingo, 26 de janeiro de 2014

Pudor



Um seco pranto ainda turva a vista,
Pois vindo da lembrança de uma luz
Que ainda toda a dor mesma me traz
Por ter deitado fora uma conquista...

Já tinha desta dor mais que uma pista
E sempre no meu sempre que ainda jaz
O brilho dos teus olhos sempre apraz,
Perdido nesta alma de um artista.

Pudor mais que ocultado no olho baço
Absconso o sentimento o que alegrou
Entorna-se na alma o que reinou,

Na vida não há nada que o garante.
Que o mundo decepou com o seu aço,
Escondo como posso o meu semblante!

Francisco Settineri.

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