segunda-feira, 16 de julho de 2012

Soneto da Barca da Morte



Na vez de uma deriva ao sol poente,
Enlaço o que restou de uma loucura.
Memória que se torna ditadura
Que fez da vida um antro decadente!

O vento que me leva ao mar distante
É volta que não mais se afigura
E a barca que se vai numa tremura
Parou toda pra mim, por um instante...

Embarco, muito embora irresoluto
Na vela que uma vez se fez serena
E que ora farta cobre-se de luto

Por ver que não fugi da mesma cena:
Eu sei que às vezes náufrago reluto
Pra morto regressar rumo à Geena!


Francisco Settineri.

3 comentários:

Trocando Impressões disse...

Belos versos.
Vir aqui me encanta
e de certa forma me leva a sonhar...
Bjins

Dorli disse...

Olá Francisco:
Já tinha visto sua foto em alguns blogs, mas sou a mãe do Cristovam que faz parceria com Ângelo Ferreira em Metamorfose, apesar que há tempo não escreve.
Gostei do seu blog d'uma grande cultura, tão diferente do meu bloguinho!
Mas, emoçãoente não tem cultura, a gente sente.
Um Abraço
Lua Singular

Dorli disse...

Olá Francisco:
Desculpe a digitação, pois estou com alguns dedos quebrados: ERRATA:
"Mas, emoções não tem cultura, a gente sente"
Eu não tive possibilidade de cursar uma faculdade, o Ângelo vive me corrigindo e eu gosto, pois assim aprendo.
Um Abraço
Lua Singular