quinta-feira, 12 de julho de 2012

Soneto da Colheita



Semeado o grão na lavra da inocência,
No bom cuidado a tudo o que amamos
Atapetado o chão com verdes ramos
Preciso é esperar sem muita urgência...

Pois tudo o que plantamos na querência
Apostas são da vida que almejamos,
Mas pra sanear da fome os seus reclamos
Precisa ter, mais que vigor, tenência.

Semente, chuva e sol, arada a terra
O sonho da colheita manifesta
O dom da vida e a paz a que se aferra;

Murmúrios da algazarra que protesta
Que tudo o que é promessa a noite encerra
Desfaz-se o que era breu, pois tudo é festa!


Francisco Settineri.

3 comentários:

MARIA DA FONTE disse...

Fantástico. Tudo na perfeição: forma e conteúdo.
Abraços de uma grande admiradora

rosa-branca disse...

Olá, nunca ousei escrever um soneto, porque considero muito difícil. Adoro quadras e penso que o soneto, tal como a quadra está na alma de quem os escreve. Maravilhoso o seu soneto. Beijos com carinho

Victor H.N. de Carvalho disse...

Maravilhoso Poeta Amigo! Será compartilhado. Abraços!