sábado, 22 de março de 2014

Bodas



Eu só sei te amar com muita garra e fome
Pouco se me dá conhecer tua família
Tomo um avião e levo-te pra Itália
Vou até o penhasco e não há quem me dome!

Quero que se dane o malfeito infame
Que já intentou uma feroz quizília
Noites maldormidas em tensa vigília
Clamando por teu nome em tenaz reclame!

Hei de amar-te sempre como um animal
Sem que um bom Platão se intrometa ao vento
Sem a criançada e a foda semanal

E aturar a sogra que já é um tormento
Sem o vão selinho, os olhos no jornal
E outras asperezas de um casamento!



Francisco Settineri.

Um comentário:

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde,
belo poema ao encontro do amor sem barreiras ou fronteiras.
Abraço
ag