domingo, 16 de outubro de 2011

Genuflexa



Eu pus, no meio da noite convexa
Um freio em teus temores indolentes,
E a fantasia, em floração perplexa,
Lançou a ti olhares delinqüentes.

Plantei bem fundo em ti minhas sementes,
E tu te deste a mim, tão genuflexa,
Para deixar, de teu amor, patentes
Ardores de uma fala desconexa.

O amor, em cadeias, pede alforria
Em meio a tantos pulsares arfantes,
Raízes fundas, vindas da alegria

De calores do passado, dormentes,
Corpos entrelaçados, liturgia
De gritos de pecar impenitentes.


Francisco Settineri.

Um comentário:

Reflexo d'Alma disse...

Que perfeito,
poetico
e
excitante...
e olha, nem é lua cheia ou é?
Mas que belos momentos..
ai ai..

"De calores do passado, dormentes,
Corpos entrelaçados, liturgia
De gritos de pecar impenitentes."

Bjins entre delírios e delírios