domingo, 2 de outubro de 2011

Soneto do Amor de Graça




Ser teu, somente teu, daqui em diante,
Fazer de nossos corpos uma ilha,
Buscar nesses teus olhos o diamante,
Que em clara lua mansa em paz rebrilha.

Sentir as tuas mãos em plena hora
De meu carinho terno em teus cabelos
É eterno despertar, sem atropelos
Do poeta que te tornou senhora.

Mas se eu tenho, nos versos, a perícia,
Outras vezes, é a sorte castigada,
Não me foi dado lutar com malícia.

Se a graça desse amor não fosse dada,
Faltasse, em pura dor, essa carícia,
Queria do amor não saber nada.

Francisco Settineri

Um comentário:

Reflexo d'Alma disse...

Delicia ler voce assim em
amores
me lembra dela com certeza, espero que não de zangue por cita-la:

Alma perdida


Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!Florbela espanca