quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Soneto do Bardo Apaixonado

                                                                   

Eu já cantei, em tanta rima honesta
O quanto o coração deixa demente
O bardo que ora leva em sua testa
A marca da paixão, já bem patente.

Mas eu te chamo em cantiga e seresta,
Para que deixes de ser tão ausente,
E, mesmo em silêncio, ponhas em festa
O que era triste, a se tornar contente.

De peito alegre, mas num firme passo,
Brotar de primaveras num jardim,
É nessa valsa que terno te enlaço,

Brilho distante de um tema sem fim,
Para que dances, nua, no compasso,
Para que venhas, toda, para mim.

Francisco Settineri.

Um comentário:

natreis2010 disse...

poesia com um tema de eloquencia sem fim ,,,,o maior amor é aqule a que se juntou e amou um ser e outro num destino por fim ...