quinta-feira, 6 de agosto de 2020

PRA AQUELA DAMA DOMINADA


Eu amo os teus cabelos belos
E tudo que vem, minha amada,
O teu coração, açodado
Em tua blusa, em amarelo.

A Dama que vem do castelo
Tem seu olhar desamparado
Lágrimas no rosto banhado
Pra mim, um lúcido flagelo,

Que não tem senão a saída,
A não ser vir ao meu castelo,
De ajoelhar-se, em ar singelo

E dar-se, na vinda e na ida,
Saída que foi do flagelo
De não ter sido nada, em vida!
.
Francisco Settineri.


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