domingo, 2 de outubro de 2011

Soneto do Acalanto




Pro amor em plena cor de tanto mar,
Eu te joguei com ardor, sem calmaria,
E nunca mais soubeste, assim, achar
O sonho mau de te pensar vazia.

Pois quando eu te enlacei, em claro manto,
Não quiseste, senão, ficar contente,
E tanto fomos nós que, de repente,
Nasceu o tom da paz, como num canto.

E foi na luz e sombra de um instante
Que eu te tomei nos braços, sem espanto,
E nunca mais deixei de ser o amante

Que afasta pra bem longe o teu tormento.
E trouxe a ti a voz de um acalanto,
Ser teu, somente teu, daqui em diante.

Francisco Settineri.

3 comentários:

SISINO PEREIRA DE SOUZA disse...

Bom dia, meu amigo Francisco: tudo bem com você?
Parabéns por esta linda poesia (minha mulher gostou demais também).
Um ótimo domingo para você e um grande abraço,
Sisino Pereira de Souza.

Francisco Settineri disse...

Muito obrigado, Sisino, pelo comentário, e gostei de saber que sua mulher também gostou. Assim, posso compartilhar com mais pessoas e amor que em mim está sempre nascendo. E a poesia que o acompanha!

Reflexo d'Alma disse...

Ual!
Coragem em versos.
Da le Florbela(o):
"Ser teu, somente teu, daqui em diante."

'Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!
'